Fotografia: M. Al Zubair. 

 

[...] Officially designated as an Opera House, the venue acts as more of a theatre and can be configured as either a classic proscenium theatre or a concert hall with an imposing pipe organ.

And while many of the aesthetic features - including inlaid marble and carved wood - wouldn’t look out of place in an Opera House hundreds of years older, the technology in the Royal Opera House Muscat is all new.

Fitted to the 1,100 seats at the venue is a Radio Marconi multimedia interactive display seatback system, Mode23, a feature no other opera house has yet installed. Mode23 is an advanced, large-scale and non PC-based system that integrates audio, video and text into a single fully customisable device to offer the user an involving and interactive experience.

In addition, the venue’s auditorium has the flexibility to expand and reduce its proscenium arch to fit production requirements.

“We can move this part to the back if we need to make way for the orchestra pit, or we can move it forward if need to. Even the sound engineer desk in the middle can be flipped over and become a row of seats,” Eman Rafay from the Royal Opera House Muscat press and communications department recently told local media. [...]

 

From "Sound and Stage Middle East" -  February 21012


OPTOCORE ("PRODÇÃO AUDIO"- EDIÇÃO Nº108 - Feb2012)

 
 

OPTOCORE

Optocore interliga sistemas numa das melhores casas de ópera do mundo

 

A Royal Opera House Muscat em Omã é uma das mais recentes e mais incríveis casa de espectáculos da actualidade. Construída com uma arquitectura espectacular, por vonte do sultão Qaboos Bin Said que é um fervoroso defensor da cultura, o complexo ROHM combina uma sala de concertos para 1100 pessoas, um auditório, jardins luxuriantes, restaurantes de luxo e lojas das mais conceituadas marcas, tudo num único local. E os sistemas que lá estão instalados não ficam abaixo das expectativas exigidas por quem pode ter o melhor, contando com duas mesas de mistura digitais Midas XL8, uma Lawo mc90, sistemas de gravação Pro Tools, tudo interligado via rede digital Optocore. A inauguração do complexo foi em Outubro de 2011 com a ópera Turandot e Plácido Domingo.

 

13.01.2012

 

Ocupando um espaço de oito hectares (80.000 m2), o complexo da Royal Opera House Muscat (ROHM) foi mandado construir pelo sultão Qaboos Bin Said, do Sultanato de Omã, e abriu as suas portas oficialmente em Outubro do ano passado. No interior do majestoso espaço, encontramos, para além de um dos mais belos salões de ópera da actualidade, equipado a rigor (tanto a nível arquitectónico como técnico), um auditório, restaurantes, lojas e jardins, tudo com um luxo que nos faz recordar as histórias de Mil e Uma Noites. Na sala de concertos, um espaço ideal para as melhores produções de ópera e concertos, foi ainda instalado um dos maiores órgãos de tubos existentes instalados neste século.
Desde a inauguração, a ROHM contou já com actuações de Plácido Domingo, Andrea Bocelli e Renée Fleming, Yo Yo Ma com a London Philharmonic Orchestra, o American Ballet Theatre numa produção de Don Quixote, o Lago dos Cisnes pelo Mariinsky Ballet, e um concerto de Wynton Marsalis com a Jazz at Lincoln Centre Orchestra. A sala de concertos é também a primeira no mundo a contar com um sistema de entretenimento multimédia MODE23 da Radio Marconi, que oferece um ecrã táctil a cores em todos os lugares da sala...
Obviamente que um complexo deste tipo teria que contar com uma infra-estrutura técnica à altura, tendo sido instalado um sistema de rede de fibra óptica Optocore para o endereçamento de todos os sinais, de qualquer ponto para outro dentro do complexo, sendo uma das maiores instalações de sempre da marca alemã, com mais de 20 bastidores de interface. Foi ainda instalado um sistema de ligações MADI numa suite construída propositadamente para gravar todos os eventos – a Capture/Production Suite onde foi instalada uma mesa digital Lawo mc90 – utilizando os conversores Optocore que ligam também a duas Midas XL8 que servem como mesas FOH e para responder a qualquer outro tipo de produção dentro ou fora da sala de concertos.
A instalação do sistema da Optocore foi uma proposta do técnico de som português Bruno Silva, actualmente Deputy Manager of Sound and Broadcast da Royal Opera House Muscat, que recorreu à empresa inglesa HD Pro Audio, especialistas neste tipo de instalações. Bruno Silva foi anteriormente técnico de som no Casino Estoril entre 2001 e 2006, tendo posteriormente trabalhado em Cambridge no centro cultural The Junction e foi responsável da Kings Place Music Foundation em Londres.
Tendo-se associado ao projecto em Setembro de 2010, Bruno Silva passou a ser um dos três técnicos de som residentes, juntamente com Collin Chivers, que ocupa a função de Head of Sound and Broadcast, vindo da Royal Opera House Covent Garden; e com Mike Compton que era o técnico de som da Royal Shakespeare Company em Stratford upon Avon, que veio assumir as funções de Joint Deputy Manager of Sound and Broadcast.
Agindo ao mesmo tempo como consultores, os três técnicos residentes modificaram algumas das especificações iniciais do projecto, juntando novos equipamentos e o sistema de rede Optocore. “Sabíamos quer isto iria melhorar e trazer funcionalidades únicas de ligação tanto em áudio como em video e comunicações, com ligações analógicas, digitais, ópticas, vídeo e Ethernet”, explica Bruno.
Para além da cobertura total do auditório que é totalmente configurável, a rede Optocore liga ainda o teatro estúdio mais pequeno de 80 lugares, o terraço situado no topo do edifício, os espaços de foyer e o enorme espaço livre frontal, que recebeu o nome de Maidan e que é todo construído em mármore.
“O ROHM é o melhor espaço de Omã para eventos culturais e artes, recebendo espectáculos que correm o mundo. Tem vários espaços para performances, podendo receber vários espectáculos em simultâneo e o sistema Optocore vem simplificar muito a parte técnica”, diz ainda Bruno.
Foi ainda construída uma suite propositadamente para instalar um sistema de gravação Pro Tools, em conjunto com uma mesa digital Lawo mc90 e um sistema de vídeo, que podem ser ligados ao sistema Optocore sem necessitar de caixas de palco adicionais, ao mesmo tempo que o sistema montado permite o envio multipista para carros de exteriores, se necessário.
O coração do sistema baseia-se em unidades Optocore DD32R-FX instaladas na sala principal de comunicação, disponibilizando um total de 32 portas AES em SANE (Synchronous Audio Network plus Ethernet) e Ethernet. Sendo uma solução muito eficiente, devido à porta SANE, é possível adicionar canais analógicos, Ethernet e MADI, numa rede que utiliza simples cablagem CAT5. Os vários interfaces contam com conversores X6R-TP e unidades Optocore DD2FR-FX, disponibilizando assim portas MADI que interligam a processadores Klark Teknik DN9650 e às duas mesas Midas XL8 de FOH, através de unidades RME MADI.
As duas Stage Rack disponibilizam 48 canais, podendo separar-se de forma a uma ser utilizada com a orquestra e outra ser utilizada noutras zonas do edifício.
As racks contam com quatro unidades módulos X6R-FX e módulos X6R-TP de ligação CAT-5, podendo ser configurados de várias formas. As saídas contam com uma unidade X6R-TP e uma unidade X6R-FX para o palco do terraço, ligadas via conversores Optocore DD4MR-FX e LX4B FOH, com 48 canais de saída e 16 entradas para a posição FOH. Na ligação digital estão ainda a zona de foyer com um módulo X6R FX e três unidades modulares X6R-TP e X6R FX para o teatro estúdio.
“A ideia do sistema Optocore é a de nos permitir enviar e gravar áudio de qualquer ponto para qualquer ponto”, diz Bruno Silva. “Se necessitarmos de colocar um banda no segundo palco, podemos utilizar o sistema Optocore para a ligar à mesa Midas de frente da sala principal, utilizando os seus prés e ou os do sistema Optocore, ao mesmo tempo que fazemos o reenvio do mesmo sinal para a Lawo para gravação, utilizando o sistema MADI através dos interfaces DD2FR-FX”.
Desta forma ter um sistema como o Optocore instalado permite que o complexo ROHM tenho todo o tipo de interligações imagináveis. “Podemos ligar todos os sinais e reenviar de uma zona para outra, utilizando todos os conversores existentes, com os protocolos áudio standard como AES/EBU e MADI”, finaliza.
Todo o desenho deste importante sistema foi feito em colaboração com uma equipa existente no Reino Unido, que incluiu empresas como a Acoustic Dimensions, arquitectos da WATG, que trabalharam com a equipa interna do projecto e o cliente (The Royal Court of Affairs Oman).
www.optocore.com
Distribuição: www.garrett.pt

António Gil

 

 

 

 

 

 

Description: Fotografia: M. Al Zubair. A nova Royal Opera House Muscat (ROHM) foi mandada construir pelo Sultão Qaboos Bin Said em Omã. Uma nova ópera e sala de concertos com uma instalação Optocore, mesa Lawo mc90 e duas Midas XL8...

 

Fotografia: M. Al Zubair. A nova Royal Opera House Muscat (ROHM) foi mandada construir pelo Sultão Qaboos Bin Said em Omã. Uma nova ópera e sala de concertos com uma instalação Optocore, mesa Lawo mc90 e duas Midas XL8...

 

 


The Royal Opera House Muscat  ("Arabnews" - Nov 2011 )

A masterpiece on all fronts The opera scene in the Middle East has, for decades, been rather limited to Cairo and Damascus. As a result, the inauguration of the Royal Opera House Muscat is not only seen as an addition, but also a step change.

In 2001, his majesty Sultan Qaboos Bin Said Al Said gave the order to build Oman’s, and nominally the Arabian Peninsula’s, very first opera house. Ten years later, in October 2011, the ambitious project of building the Royal Opera House Muscat was finally completed.

The Royal Opera House Muscat was designed by one of the world’s most creative design consultants: WATG. Their portfolio of projects includes some of the region’s prominent landmarks like King Abdullah Economic City in Saudi Arabia and the Atlantis in Dubai. The Omani opera house fuses classical and contemporary architecture, creating a piece of architectural art that warrants a visit in its own right. Extra attention has been paid to details with small, but elegant, decorations around every corner. Budgetary constraints were slashed in the name of luxury, and the outcome is a super extravagant edifice that comes adorned with crystal chandeliers, masterfully hand-carved wooden fixtures and posh inlaid marbles.

A 1,100-seater venue, the capacity of the Royal Opera House Muscat could be perceived as limited, especially when compared to other iconic opera houses around the world like the one in Paris or New York. Nonetheless, all the Royal Opera House Muscat’s audience, even those booking the cheapest seats, still get quite a decent view of the stage.

The Omani opera house comes equipped with the latest top-notch technologies available, like Radio Marconi's multimedia interactive display seatback system, Mode23, a feature no other opera house has yet installed. In addition, its auditorium has the flexibility to expand and reduce its proscenium arch to fit production requirements.

“We can move this part to the back if we need to make way for the orchestra pit, or we can move it forward if need to. Even the sound engineer desk in the middle can be flipped over and become a row of seats,” elaborated Eman Rafay from the Royal Opera House Muscat Press and Communications Department.

In its opening season, the Royal Opera House Muscat spared no effort, or budget, to invite some of the world’s best artists to come and perform. Determined to create a long lasting buzz, its inaugural performance was Opera “Turandot” by Puccini, while its gala performances featured world-renowned tenors Plácido Domingo and Andrea Bocelli. Famous artists that performed during the first season included Arab superstar Magda Al Roumi, prominent cellist Yo Yo Ma, the London Philharmonic Orchestra and American Ballet Theater, producing “Don Quixote.”

If you are a fan of opera or ballet, keep an open eye for performers like Teatro Alla Scala Ballet Company performing “Giselle,” Georges Bizet directing “Carmen,” and Mariinsky Ballet performing “Swan Lake,” among others, who will be coming to the Royal Opera House Muscat very soon. From "Arabnews" - Nov 2011

 "Y Oman" - Issue 191 - Oct 2011

 

We were given a tour of the theatre by Geoffrey Wheel, Technical Director of the Royal Opera House. He said, “If we take all the orchestra music stands away we have two big bridges. There is a big seating wagon with a marble floor, so we can roll this onto the elevator and put it up to auditorium level and still have a smaller size orchestra  pit.  More seats can be added  without  the orchestra pit.” This flexibility at the Royal Opera House allows for a more varied set of shows to be performed at the theatre, than in other older venues across the world.  Geoffrey  says, “Obviously,  it’s  a very intimate venue and the furthest away from the stage you will be is 35 metres.” What also makes the Royal Opera House.

Muscat unique, is the Radio Marconi produced surtitling equipment installed in the theatre, with screens built into the back of each seat to translate the operas into Arabic, English and the language of the play. As most of the world’s famous operas are in Italian and German, this will  provide an opportunity  for opera-goers in Muscat to follow the story of the play as it progresses, in real time. “These are interactive screens, so you can actually choose if you liked the opera or if you didn’t  like the opera. We have video on here, with cameras around the theatre, so  you can watch the opera on your screen. It also can be used for advertisements and messages in the future such as ‘Please Turn Your Phones Off’, or the  forthcoming  programme  and  ticket  information,” Geoffrey says.

Although pera might be a new art form for many in Muscat, the Royal Opera House Muscat’s commitment to accessibility goes way beyond the technical wizardry. The aim of the opera is also to introduce different art forms to the people of Oman, particularly through an affordable ticket pricing system; many tickets are as low as 10 rials. In the following weeks, progressive initiatives will open up the opera house to different facets of society to experience the arts.

What  it  means  for  Oman  specifically  is  the confidence  to  produce  and  host  some  of  the world’s  most  magnificent  pieces  of  performing arts, directed by leading figures in the art’s world. This will surely have a huge impact on the overall population. “All the sets, the costumes are owned by Oman. We are  building storage facilities and productions  workshops,  and  next  year we  are building a store which will hold in the region of 80 storage containers. We are also building carpentry workshops,  metal workshops,  so  we may be a production  house in the future,”  says Geoffrey. This means that Omanis will be trained, and one day produce, awe-inspiring theatre props which will  be  displayed  in  opera  theatres  across  the world.  With this will become a renewed interest in the arts inside the country, and give Oman a reputation of being a cultural powerhouse in the region.

Like Calif in Puccini’s Turandot, Oman has already passed the tests  and tribulations  in seeing the Royal  Opera House Muscat  come  into  fruition, all it needs to do now is have to confidence and passion to continue the momentum.

 

 From "Y Oman"- Issue 191 - Oct 2011